E o Vento Levou

2 12 2009

Filme de 1939. Quem nunca o assistiu, pelo menos já ouviu sobre o clássico algumas vezes. Teve 13 indicações ao Oscar, conseguiu vencer oito e, fora das indicações tradicionais, conquistou outros dois especiais (um honorário e outro técnico).

Sinopse:

O filme conta a saga da voluntariosa Scarlett O’Hara, filha de um imigrante irlandês que se tornou um rico fazendeiro do sul dos Estados Unidos, durante a guerra civil estadunidense.

Scarlett começa o filme como uma jovem mimada e atrevida que vive na fazenda dos pais. Ela é apaixonada por Ashley Wilkes, filho do fazendeiro vizinho, mas este se casa com Melanie Hamilton. Para fazer ciúmes, logo em seguida Scarlett casa com Charles Hamilton, irmão de Melanie. Após os casamentos, Ashley e Charles partem para a Guerra, que havia acabado de ser declarada. Contudo, Charles morre pouco tempo depois disso. Após ficar viúva, Scarlett vai para a cidade de Atlanta para viver com Melanie e aguardar a volta de Ashley, e acaba por servir ao Sul, como enfermeira, ajudando a cuidar dos feridos da chamada guerra de secessão. Durante esse tempo fora de casa ela começa a sentir na pele o sofrimento, fome e pobreza. Ao voltar para a fazenda dos pais, Scarlett encontra sua mãe morta, seu pai louco e toda a fortuna destruída. Diante dessa situação desesperadora ela toma as devidas providências para não deixar que tomem a sua querida “Tara”.

Durante esse processo, Scarlett precisa da ajuda de Rhett diversas vezes, chegando até a se casar com ele após a perda de seu segundo marido. Porém, Scarlett nunca se deu muito bem com Rhett, casando com ele por interesse. Só no final do filme Scarlett realmente se apaixona por Rhett, contudo o desfecho é inesperado.

Dirigido por Victor Fleming e com roteiro de Sidney Howard, adaptado do livro homónimo de autoria de Margaret Mitchell. Entre os colaboradores do roteiro estiveram também os escritores F. Scott Fitzgerald e William Faulkner.

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De porta em porta

2 12 2009

 

“De Porta em Porta” (“Door to Door”, 2002, 90 min) apresenta a história verídica de Bill Porter, um vendedor de porta em porta dos Estados Unidos. Seria uma história comum, com uma pitada de nostalgia para alguns, não fosse um detalhe: Bill tem paralisia cerebral. Mas isso não o impede de lutar pela sobrevivência, e mais: pela superação e reconhecimento. Quando pede uma chance de trabalhar para uma empresa, de início ele é rejeitado por suas limitações evidentes. Porter não se dá por satisfeito e insiste: pede que lhe seja dado o bairro mais difícil da cidade. Consegue o emprego e tenta vender seus produtos, sem muito sucesso, inicialmente. A mãe, sempre presente, o incentiva a não desistir, até que ele consegue vender algo para uma mulher solitária. Daí para frente, Porter não pára mais de vender. Mas não faz apenas isso. Ele acaba tocando a vida de toda aquela comunidade, interagindo com as pessoas dali por muitos anos. Torna-se mais que um vendedor; transforma-se num amigo.

A grande lição deixada pela mãe de Porter é: “persistência e paciência”. Ele aprendeu a lição e acabou se tornando um dos maiores vendedores de sua empresa. Para os vendedores de hoje, fica a lição: entender as necessidades dos clientes, ouvir de forma interessada, quebrar preconceitos, tornar-se “amigo”. Fica também a crítica aos modernos sistemas de vendas que tratam as pessoas como objetos de quem se deve arrancar dinheiro.

Não se pode deixar de destacar também a atuação de Kyra Sedgwick, Helen Mirren e Kathy Baker, que interpretam mulheres importantes na vida de Bill e cuja atuação (assim como a de William Macy) é excelente.

Um filme comovente e inspirador.





O PADRASTO

2 12 2009

 

 

O Padrasto (The Stepfather)
Elenco: Dylan Walsh, Sela Ward, Penn Badgley, Jon Tenney, Amber Heard, Sherry Stringfield, Christopher Meloni.
Direção: Nelson McCormick
Gênero: Suspense
Duração: 101 min.
Distribuidora: Sony Pictures
Estreia: 2009
Sinopse: Após terminar a escola militar, Michael volta para sua casa e encontra sua mãe feliz no amor, com um novo namorado. Mas Michael suspeita do homem que sempre quer ajudá-lo. Ao assistir um programa de TV sobre procurados da polícia, Michael vê a caricatura de seu padrasto.
Curiosidades:
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Refilmagem de ‘O Padrasto’, dirigido por Joseph Ruben em 1987.

Ele só quer uma familia perfeita. Nem que para isso ele tenha que matar.”

Não, não é um drama destes exibidos no Supercine aos sábados, apesar de “baseado em fatos reais”. E sim, é um dos primeiros trabalhos do ator Terry “Locke” O’Quinn, o careca mais famoso da ilha de “Lost”.

O Padrasto”, que carrega uma injusta fama de trash e se destacou nos anos 80 como um dos clássicos da saudosa era do VHS, permanece inédito em DVD por aqui até hoje (na época foi lançado em “fita” pela também falecida VTI). Ao contrário do que se possa pensar a princípio, “O Padrasto” é um thriller de suspense psicológico, com um clima tenso e carregado, criado principalmente em cima da aparente normalidade do personagem interpretado por Terry O’Quinn.

Já nos primeiros minutos de filme a índole do personagem Jerry Blake nos é revelada. Esta seqüência (arrepiante, diga-se de passagem), mostra Jerry (com cara de psicopata) se limpando num banheiro. Seu rosto, sua roupa e suas mãos estão sujas de sangue. Após se limpar, o homem faz a barba e arruma as malas. Agora Jerry parece um respeitável pai de família. Enquanto desce as escadas rumo à porta, vemos marcas de sangue nas paredes. A câmera então nos mostra o perturbador cenário: vários corpos espalhados por uma sala toda destruída. Entre os corpos está o de uma mulher e o de uma criança segurando um ursinho de pelúcia coberto de sangue. Jerry, indiferente, recolhe o jornal e parte, como um pai responsável no início de mais um dia de trabalho.

Algum tempo depois, Jerry já tem uma nova família: a encantadora Susan e a enteada Stephanie. A garota ainda não superou a morte do pai e não vai com a cara do padrasto. Quando Stephanie resolve investigar seu passado, Jerry vê suas chances de construir a família ideal ameaçadas. Tenta ainda manter o controle da situação, mas a sua “identidade-psicopata” pouco a pouco começa a se manifestar.

O Padrasto” é um dos melhores trabalhos do diretor americano Joseph Rubem, responsável por longas conhecidos como “Dormindo com o Inimigo” (Sleeping With the Enemy, 1991) e “Os Esquecidos” (The Forgotten, 2004). Em “O Padrasto”, a sua direção é extremamente segura. O cineasta usa inteligentemente as panorâmicas externas, algumas mostrando as casas de família dispostas geometricamente lado a lado, as ruas vazias, o jovem entregador de cartas, criando uma atmosfera melancólica de perfeição (a mesma idealizada por Jerry Blake). As poucas cenas de violência são explícitas e o espectador não é poupado. O vilão também é muito bem desenvolvido, apresentado como um homem comum, fugindo do estereótipo “assassino imortal”, usado a exaustão nos slashers dos anos 80.

 





Quem quer ser um milionário?

2 12 2009

Quem Quer Ser um Milionário atraiu a atenção de todos e se firmou como um dos melhores do ano. Tudo muito bem explicado com os recortes no tempo que nos levam de um lugar a outro através de vários momentos do jovem Jamal que se inscreve no programa de auditório que mudaria a sua vida. Inicialmente desacreditado, ele encontra em fatos de sua vida na favela – onde ele e o irmão cresceram, as aventuras juntos, os enfrentamentos com gangues e traficantes de drogas e até mesmo o amor por uma garota –  as respostas das perguntas feitas. Respostas que o ajudarão a, além de ganhar o prêmio, provar sua inocência por ele ter sido suspeito de trapaça.

Se algumas passagens são engraçadas, outras são tristes e, assim, várias emoções são provocadas naqueles que assistem ao filme. Para quem sempre quis conhecer mais sobre a Índia é muito interessante. Uma excelente pedida para dias tranqüilos.

Confira o trailer para aumentar a vontade de ver:





Forrest Gump – O Contador de Histórias

1 12 2009

Sentado em um banco na parada de ônibus, Forrest Gump começa a contar sua impressionante história de vida para uma mulher desconhecida, sentada ao seu lado. Então, o filme regressa para a época em que tudo começou, emocionando o telespectador à medida que a história é encenada e ao mesmo tempo narrada, de tempos em tempos, pelo personagem principal, no presente. O filme també ficou marcado no Brasil pela famosa frase “Run, Forrest, run!!!”, no qual a garota por quem ele é apaixonado gritava toda vez que Forrest era perseguido pelos meninos da escola.

 

Dirigido por Robert Zemeckis em 1994, o filme foi ganhador de 6 Oscar, dentre 13 indicações, nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor ator (Tom Hanks), melhor roteiro adaptado, melhores efeitos especiais e melhor edição.